As minhas algas amaciam-te
As minhas almas sorriem-se
Os meus grãos de areia beijam-te
As minhas mãos de aveia queixam-se
Os meus arvores mexem-te
As minhas mármores beijam-se
Os teus algodões sujam-me
Os teus assobios derrubam-me
As minhas palavras incendeiam-me
As minhas pegadas desviam-se
Os teus livros procuram-me
As tuas flores afogam-me
Por quê não vens pra cá?
Por quê não falas nada?
Será que a vida mudou e eu nem percebi?
Será que a vida levou-te para longe de mim?
Seja como for, mergulharei num olho d'água
Seja como for, voarei num olho d'água
Com você.

No comments:
Post a Comment